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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Antes só do que mal acompanhado

É incrível como as pessoas relacionam solidão a tristeza, infelicidade. Sempre que me perguntam se eu tenho namorado e eu nego, as pessoas parecem lamentar. Mas por quê? Qual é o grande problema que há em estar solteira? Por acaso é tão estranho assim encontrar uma guria que não esteja desesperada, e talvez nem um pouco interessada, em encontrar um namorado?
- Ah, Ana, temos que arrumar um namorado.
- Ana, a gente tem que encontrar um guri pra ti.
Eis o que eu ando ouvindo ultimamente. Primeiro de tudo: estou eu interessada? Segundo: por acaso estou depressiva ou algo do tipo por não ter alguém que fique tendo surto de ciúmes por qualquer coisa? Ah, mas bem capaz.
A questão é que vivemos em um mundo em que, por mais frias que as pessoas estejam umas com as outras, elas imaginam que a felicidade está em ter alguém para chamar de seu, na maioria das vezes por pressão dos que as cercam ou por não suportar a própria companhia. Pra todas essas pessoas, estar sozinha é praticamente sinônimo de infelicidade.
Quantas pessoas tu conhece que juram amor a alguém, dali uns dias termina com a dita pessoa amada se lamentando e, dias depois, está jurando amor a outro alguém? Isso, é claro, se não voltar com a mesma pessoa, esquecendo o motivo pelo qual terminaram e todas as brigas que tiveram, dizendo-se feliz. Tudo pelo medo de estar sozinho.
Lembro que numa das minhas aulas de Artes, a professora mostrou uma pintura de um quarto de solteiro (não me perguntem nome nem quem pintou, não faço ideia). Com aquela história de fazer questionamento sobre a imagem e coisa e tal, alguém respondeu à professora: 'Parece triste, solitário, parece ser o quarto de um escritor'. Afinal, qual é a relação entre solidão e tristeza que resulta em um escritor? Eu, sinceramente, não entendo.
As pessoas estão tão acostumadas a fazer sua felicidade depender de alguém que imaginam que quem pensa diferente é um solitário infeliz e, possivelmente, um escritor. Qual é o problema de escritores serem sozinhos ou não? Aliás, quantos escritores são casados, tem família? Por que então essa mania de caracterizar escritores como tristes e solitários? Eu desisto de tentar entender isso.
Será que um dia as pessoas entenderão que a felicidade não está com quem tu está e sim em como tu se sente? Será que as pessoas percebem que não ficam mais felizes só por poderem dizer aos outros 'Eu estou com alguém'? Será que um dia as pessoas conseguirão se libertar dessa mania de temer a sociedade e o que os outros pensam? Não estou querendo dizer que acho que todo relacionamento é uma farsa, do mesmo modo que não estou dizendo que vou passar o resto da minha vida solteira, não que eu veja, no momento, muito problema nisso, mas enfim. Tudo que quero dizer é que não é preciso sair namorando o primeiro que aparece só pra se dizer feliz e, dali uns tempos, nem saber mais o que sente, se é que chegou a sentir algo por aquela pessoa. 'Tempo e paciência', como diria Kutuzov. Se for pra acontecer, uma hora aparece alguém, se não qual é o problema de ficar sozinho? Como dizem, antes só do que mal acompanhado.
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Ah, sim, como eu não tenho mais o que fazer, ou melhor, tenho mas não faço, me meti nesse tal de Formspring. Então, se tiver algo a perguntar, coisa naa qual não acredito muito, vai ali do lado e pergunta. Por que eu me meti nesse tal de Formspring? Por que eu gosto de Wander Wildner? Se eu concordo que pensar enlouquece? As respostas para essas e outras perguntas tu encontra só . Uau, que slogan, hein?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O dono da verdade

Existem tipos e tipos de pessoas. Cada uma tem uma aparência, uma opinião e um modo de ver as coisas. Cada uma é uma. Mas existe um tipo de pessoa extremamente irritante: aquela que tem a mente privilegiada, que está sempre certa, ou assim o pensa. Ou, em outras palavras, as pessoas egocêntricas.
O egocêntrico acha que é o dono do mundo, a pessoa principal em todos os lugares. Justamente por se achar o centro do universo, só quem tem as respostas certas pra tudo é ele. Gosta de tal banda? Não é confiável. Usa tal roupa? É um idiota. Age de tal forma? Na certa está apaixonada por mim. Faz tal coisa? Fez por mim. Me criticou? É inveja. Mesmo para as perguntas sem resposta, ele tem uma que, em seu ver, é impossível ser contrariada, porque está certa.
Mas e ai, só por que alguém gosta de algo do qual tu não gosta é um idiota? Só por que não concorda contigo sempre é um burro? Ninguém é obrigado a gostar de tudo que o outro gosta, cada um é um. As diferenças são provas de personalidade. Por mais que tu discorde de alguém, não há razão para estupidez, para respostas curtas e grossas, como se resposdesse por obrigação. Nada justifica má educação.
É claro que um egocêntrico não diria que é mal educado, ele provavelmente diria: 'Eu só tô querendo ensinar porque eu sei o que tá certo'. Eis mais uma das caracteristicas dos egocêntricos: adoram dar conselhos, e acham que é impossível que alguém os recusse, afinal ele dá os melhores conselhos do mundo. Ele sempre diz: 'Não goste disso, goste daquilo', 'Faça isso e desista daquilo'.
Claro que pessoas desse gênero adoram dizer o contrário do que pensam, provavelmente por achar que as pessoas se sentirão diminuidas diante de tamanha genialidade e preferirem pessoas mais humildes. Não que ele duvide da ua popularidade e importância, não, ele só quer que não pensem que ele só quer receber elogios e agradecimentos, pois quer parecer alguém que faz e diz coisas por pura bonomia.
Imagino que esse tipo de pessoa age de tais formas apenas para convencer a si mesmo que é admirado pelos outros, já que ele não admira sua própria personalidade, não quer mostrá-la por medo de ser oprimido, não tem coragem de ser o que é, então fingi ser o que acredita que seja o tipo de pessoa que os outros admirem: um profissional de sucesso, um boêmio esperto, um revoltado do sistema que conhece todos os mistérios da natureza humana ou mesmo um poeta revolucionário.
Não importa o que os outros digam ou pensem, tenha personalidade. Não é porque os outros acham bonito ser um revoltado que raclama de tudo e todos e nada faz, que tu tens que ser assim. Respostas curtas e grossas não provarão a tua superioridade intelectual, do mesmo modo que um pouco de atenção para com alguém te tornará um mauricinho. Personalidade, é isso que falta em todo mundo. Pense por si mesmo, mas não se ache o dono da verdade.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Creedence Clearwater Revival

Mais uma banda clássica dos anos 60. Ganhei uma camisa do Creedence e, então, depois de muito tempo, voltei a escutá-los. A bem da verdade, quem escutava era meu pai, eu só ouvia junto, mas aprendi a gostar. Vou fazer um esforço pra escolher só 5 músicas deles pra por aqui, vai ser bem complicado escolher, mas vamos lá.

Proud Mary (Tradução)

Bad moon rising (Tradução)

Traveling' band (Tradução)

Down on the corner (Tradução)

Who'll stop the rain? (Tradução)

P.S.:Hoje é dia de post meu no Divã.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas, pai

Numa viagem de duas semanas, li os livros que tinha levado em uma semana(eram livros pequenos), por sorte, na última hora, lembrei de levar 'Os três mosqueteiros', fazia tempo que eu queria reler mas sempre tinha um ou outro livro em mãos, então, nessa viagem, a oportunidade surgiu. Além de me salvar de ficar entediada durante uma semana, me lembrei do quanto o livro é bom, e tive certeza de que é realmente um dos melhores, senão o melhor, livros que li até hoje. E agora que finalmente reli o livro, nada melhor que fazer uma boa propaganda dele aqui.

Há uns três anos atrás algo me fez sentir imensa curiosidade em saber mais sobre os três mosqueteiros, acho que foi a citação da conhecida frase 'Um por todos e todos por um'. Queria entender porque diziam que os três mosqueteiros eram, na verdade, quatro; queria saber seus nomes, que todos pareciam conhecer, menos eu; resumidamente, queria saber tudo, pois apesar de ser uma história, os mosqueteiros sempre me pareceram quase que uma lenda. Surgiu a ideia de me associar na biblioteca pública, coisa que eu queria fazer há tempos, para pegar emprestado o livro. Decidi fazer isso.

Passaram-se meses e eu não criei vergonha pra ir até a biblioteca. O empurrão que faltava veio quando assisti o filme em um sábado. Achei muito bom o filme (apesar de eu mal lembrar dele agora) e decidi parar de enrolação. Fui até a biblioteca, me associei e peguei o dito livro, finalmente. Havia uns 3 exemplares, todos iguais, de uma coleção da editora Abril, publicada na década de 70. Capa dura e vermelha, com detalhes, na frente e na lateral, em dourado. Pouco mais de 500 páginas, letra relativamente pequena. Minha curiosidade era tamanha que não me desmotivei e levei o exemplar menos maltratado pra casa.

Devo dizer que minha impressão não foi das melhores pois os pronomes tão bem colocados quanto os verbos muito bem conjugados do século XVII, época em que se passa a história, me asssustaram um pouco, mas logo me acostumei. (Na época tinha descoberto uma música da banda gaúcha TNT, Alazão, e gostei tanto dela que a ouvia repetidas vezes ao mesmo tempo que lia o livro, pelo menos até eu desistir de fazer as duas coisas juntas. Desde então não escuto essa música sem lembrar de d'Artagnan entrando em Paris.)

A história tão cheia de aventuras me fez quase esquecer qual foi a primeira quando terminei o livro. Talvez o grande diferencial do livro seja esse: não acontece uma única coisa e para um problema ser solucionado não precisa de enrolação e chegar ao fim do livro. Entre o inicio e o fim do livro passam-se cerca de 3 anos, preenchidos por aventuras, romances, humor, amizade e história, afinal conta-se da guerra que lutava a França na época, de seus comandantes, Rei Luis XIII e Cardeal Richelieu.

Poderia falar e falar sobre o livro mas jamais conseguiria descrevê-lo, há tantas coisas nele que o modo de observá-lo mudará de leitor para leitor, mas acho impossível que alguém o despreze depois de lê-lo. Ah, sim, lembro que o filme não tem relação nenhuma com o livro, são histórias completamente diferentes, até porquê acontece tanta coisa no livro que seria impossível transformá-lo em um único filme, por mais longo que fosse.

Devem existir inúmeras adaptações, de diversos tamanhos e para diferentes idades, então que não quiser encarar a versão original tem sempre essa opção, se bem que eu acho que adaptação nenhuma vale a versão original (a menos, óbvio, que se tenha idade insuficiente pra ler a versão original, nesse caso serve a adaptação. Uma vez por semana trabalho voluntariamente numa biblioteca de uma escola, não pergunte porquê, mas eu me divirto no meio de todos aqueles livros, e ultimamente tenho indicado uma versão pequeninha d'Os três mosquetieros pros gurizinhos de 9, 10 anos, e a menos que eles mintam bem, eles gostaram. É um livro pra todas as idades, realmente).

Não tenho mais o que dizer, é um livro excelente. Vale a pena ler. O livro fez tanto sucesso que Dumas fez duas sequêcias, transformando a história em uma trilogia: 'Vinte anos depois' e 'O visconde de Bragalone'. Li o 2° livro, e é muito bom, mas ainda não consegui ler o 3°. De acordo com as minhas pesquisas, o último livro, que não coube num único volume (e mesmo comprando usado, já que não se acha na biblioteca, é bem caro, por isso não comprei), traz, entre outras, a história do homem da máscara de ferro e do Conde de Monte Cristo, que também foram lançados em livros separados, além de terem sido transformados em filme. Mas como eu quero ler tudo na ordem, vou continuar não sabendo nada das duas histórias até comprar o 3° livro.

Pra finalizar, vamos à uma boa sinopse do livro: Trata-se da história de um jovem desabonado de 18 anos, proveniente da Gasconha, d'Artagnan, que vai a Paris buscando se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros. Chegando lá, após acontecimentos singulares, ele conhece três mosqueteiros chamados "os inseparáveis": Athos, Porthos e Aramis. Juntos, os quatro enfrentaram grandes aventuras a serviço do rei da França, Luís XIII, e principalmente, da rainha, Ana d'Áustria. Encontram seus inimigos na pessoa do Cardeal Richelieu e seus guardas, além de Milady, uma bela mulher à serviço de Richelieu. Com seus numerosos combates e suas reviravoltas romanescas, "Os Três Mosqueteiros" é o exemplo típico do romance de capa-e-espada.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Nostalgia

É, acho que agora bati meu recorde. Não deixei o blog pra fazer drama ou tirar uma folga, e sim por real necessidade, já que não sabia mais o que escrever. Na verdade, ainda não sei o que escrever. Ando num momento nostálgico da minha vida. Tenho pensado em como minha vida mudou de 2007 pra cá, não só minha vida, mas eu mesma.
Há 3 anos eu não calava minha boca nunca, reclamava do que não achava certo, convivia com bons amigos e colegas, era viciada em televisão e em futebol, na verdade, quando o assunto era futebol, eu era insuportável, tanto que minhas amigas até diziam: 'Ana, vamos conversar, mas não sobre futebol'. Hoje tenho maior controle sobre minha língua, observo em vez de falar, não discuto quando acho que não vai dar em nada, que ninguém vai me apoiar, descobri que certas pessoas não mereciam minha amizade tanto quanto eu imaginava ao mesmo tempo que descobri grandes amigos onde menos esperava e já sou uma torcedora mais consciente e menos fanática do que era.
Amadurecimento? Não sei, talvez. Acho que aprendi a ver as coisas de um ângulo diferente. Descobri que amigos virtuais podem ser muitas vezes melhores que os reais, de uma certa forma (tenho 3 amigas virtuais espetaculares: Lynne, Erica e Gabs). Aprendi que às vezes é melhor ficar de boca calada. Passei a me entender melhor e esquecer o que os outros pensam ou dizem, manter minha opinião e minha personalidade acima de tudo.
Me diverti nessas últimas semanas lembrando de todas as hitórias que meus pais contam, e das quais eu não lembro, falando das minhas estrupulias de guriazinha e lembro de todos os apelidos que já tive por fazer isso ou aquilo. Ao mesmo tempo me arrependo de todas as burradas que fiz, das mais toscas às mais sérias, me remoendo por dentro, pelo que fiz e o que não fiz. Lembrei de pessoas há muito esquecidas e me reaproximei de alguns com quem não falava a um tempo.
É estranho olhar pra trás e ver como as coisas mudaram depois de uma decisão, e tentar imaginar como teria sido se tivesse escolhido outra alternativa. Ao mesmo tempo que é bom ter mudado em alguns pontos, há o temor de ter mudado em outros, que não deveriam ser mudados. O que causa uma mudança? Algo novo. Uma nova escola, um novo amigo, um novo ponto de vista sobre si mesmo. Observar a si mesmo é o melhor modo de descobri-se, com qualidades e defeitos, e mudar o necessário.
Rio sozinha quando paro pra pensar em como os outros me veem de modos diferentes. A Gabs me disse uma vez que eu sou a pessoa mais gaúcha que ela conhece por gostar só de bandas gaúchas. Outros acham que eu sou louca por não conhecer a banda do momento e sim ouvir uma música desconhecida por eles. Alguém já me disse umas duas vezes: 'Eu tinha medo de ti, tu é tão séria, achei que tu me odiasse'. Outros me acham a pessoa mais hilária do mundo, com minhas piadinhas sem graça, minha narração de uma conversa com alguém que não gosto e minhas expressões faciais, essas coisas sempre acarretam duas frases: 'Olha a vozinha que a Ana fez' e 'Olha a cara da Ana!', seguidas sempre de gargalhadas.
Incrivelmente, as pessoas sempre tem alguma história a meu respeito (a recordista é minha mãe, claro), na maioria das vezes contando como eu fui estúpida quando falaram comigo pela primeira vez, histórias que, na maioria da vezes, eu não lembro. Sem contar que vez por outra vem alguém dizer que sonhou comigo, normalmente sonhos bem estranhos, nada de 'sonhei que ganhei na loteria e dividi o dinheiro contigo', não ninguém sonha isso.
Ao mesmo tempo que todas essas coisas enxem minha cabeça, lembro que esse é o último ano com a velha rotina escolar, encontrando grandes amigas todo dia e pessoas que daqui uns anos eu nem vou lembrar, e que no próximo ano vem um estágio sobre o qual não tenho certeza nenhuma. E depois do estágio? Faculdade? Qual delas? Onde? Em Porto Alegre ou aqui mesmo em Caxias? Decisões que devem ser tomadas com a cabeça no lugar, serem bem pensadas, pois elas trarão novas mudanças que, uma hora ou outra, me trarão momentos nostálgicos como o de agora.
Mas pra que se arrepender do passado? Pra quê remoê-lo com tristeza? Não, o passado é o passado, com lembranças excelentes, outras nem tanto, com sonhos malucos não realizados. Do passado devem ser tiradas lições pro futuro e lembranças que façam rir em momentos de desânimo. Vamos em frente, com ou sem nostalgia, sigamos em frente e vejamos no que tudo isso vai dar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fui-me

Finalmente férias!

Pensava em aproveitar ao máximo pra fazer posts decentes aqui e ler todos os blogs que eu acompanho, mas acabo de perceber que isso não vai acontecer.
Por quê?
Porque eu não tenho mais ânimo pra isso, especialmente quando meu cérebro está derretendo com o calor. Abro metade dos blogs atualizados e não leio nenhum. Abro o meu blog e não escrevo. Não é por falta de ideias, isso até tem, mas falta a vontade de parar e escrever. Se não fosse por meu triste vício em aplicativos do Facebook, na certa mal teria ligado o computador estes últimos dias.
Não achem que é má vontade, não é, é apenas uma questão de conforto. Tenho preferido assistir filmes e ler livros do que ir pra cá, não tenho mais ânimo pra isso. Como resultado disso, provavelmente haverá muitos posts de filmes e livros aqui quando eu voltar a ter ânimo, ou melhor, se voltar. Tinha pensado em programar um post ou outro pros dias que eu for viajar, mas se não consigo nem escrever pra um dia, imagina programar pra outros.
Certo, chega de enrolação. A verdade é que eu vou sumir daqui e de todo o resto por um tempo, pode ser uma semana ou um mês ou muito mais. Espero realmente não sumir permanentemente, mas não garanto nada.
Credo, quanto dramalhão! Culpa desse calor infernal que me impede de pensar direito! Eu vou, não sei quando volto, isso se eu volto. Não vou desejar feliz natal e feliz ano novo pra ninguém porque isso tá tão automático que já não tem mais sentido. Esse blog tá definhando há tempos, se bem que nem sei se algum dia ele foi pra frente, mas enfim...
Resumidamente: FUI-ME!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Cidadão Quem

Lendo um post do Blue sobre a dupla 'Pouca Vogal', formada por Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) e Duca Leindecker (Cidadão Quem), percebi que, infelizmente, Duca e sua banda não tem o grande reconhecimento que tem o Humberto, pelo menos não nacionalmente. Então cá estou eu para trazer algo de útil para o blog e falar dessa baita banda gaúcha. (Sobre a dupla, 'Pouca Vogal', leiam o post do Blue, hoje só vou falar do 'Cidadão Quem' aqui.)
Acho que o 'Cidadão Quem' é uma das poucas bandas do rock gaúcho que vingou nos anos 90, ao contrário da década anterior, na qual, pode-se dizer, realmente surgiu o que é chamado de rock gaúcho, por ser diferente do resto do país, sem muito mistério, é apenas fidelidade ao velho rock, o que faz uma banda gaúcha ser facilmente identificada como tal. (Ignorem os frutos podres que surgiram aqui, ok? Nem tudo é perfeito...)
Mas voltemos à banda dos Leindecker, formada pelos irmãos Duca e Luciano. O nome da banda é uma clara referência ao filme 'Cidadão Kane' e surgiu no início de 1990, em Porto Alegre, tendo Cau Hafner na formação original, como baterista, ao lado dos irmãos Leindecker. Em 1991, a banda ficou entre as finalistas do Rock in Rio 2, ultrapassando mais de 300 bandas de todo o Brasil. Nos anos de 1993, 1998 e 1999, a banda foi escolhida a melhor banda gaúcha, recebendo o troféu Açorianos.
O primeiro CD, 'Outras Caras', lançado em 1993, vendeu mais de vinte mil cópias. O segundo CD, 'A lente azul', teve suas gravações iniciadas em São Paulo e finalizadas em Los Angeles, sendo lançado em 1996. Desse CD, a música 'Os segundos' entrou na trilha sonora de 'Malhação', da Rede Globo, e o clipe da música 'Balanço' foi lançado no MTV em 1997. Em novembro de 1998 foi lançado o CD 'Spermatozoon', que teve o clipe da música 'Um dia' lançado na MTV. O CD foi todo gravado em Porto Alegre e mixado e masterizado em Nova Iorque.
O ano de 1999 foi marcado por uma tragédia: o baterista Cau Hafner, um dia antes de completar 40 anos, morre em um acidente de paraquedas. A partir de então, Paula Nozzari assume as baquetas e, em 2000, a banda lança o CD 'Soma'. Dois anos depois, lançam o CD 'Girassóis da Rússia' e, em 7/07/2004, gravam o CD e DVD acústico da banda no Theatro São Pedro, com duas sessões que tiveram os ingressos esgotados 48 horas antes dos shows. Em 2007 a banda lançou o CD 'Sete' e atualmente está parada em função dos projetos individuais (tais como o 'Pouca Vogal' do Duca) e do tratamento de câncer de Luciano Leindecker. A mais recente formação da banda conta com os irmãos Leindecker, com Eduardo Bisogno, Fernando Peters e Claudio Mattos.
Se tu procurar, vai encontrar dois ou três vídeos da banda aqui no blog, mas vou postar mais 5, espero que nenhum repetido...

(Esse clip eu nunca tinha visto... Que engraçado o Duca de cabelo comprido...)

(O refrão dessa música é quase que um hino pros fãs da banda, e eu me incluo nesse grupo)
(Queri muito colocar essa música aqui, como não tinha clip, escolhi um do show que teve aqui em Caxias e eu fui, bom, na verdade eu fui na sesssão da 21h 30min, esse vídeo é da sessão aberta depois, para às 19h 30min, só por isso que vocês não veem meu cabeção ai na frente [sentei na 2ª fila])

Bah, foi dificl escolher quais música postar aqui, mas dei prioridade para as que estavam no texto. Ficou muita música boa de fora, deem uma procurada lá no YouTube que vocês encontram mais...

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