quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sim, sim... A Ana escritora... Claro, claro...

Há um tempo atrás cogitei, ironicamente, a hipótese de me tornar escritora. Ironicamente. Nada sério. Quer dizer, não tenho talento pra isso. É, mas essa hipótese ironica foi levada a sério pela minha mãe e pela Marina. Algumas conversas no MSN sobre a tentativa de escrever algum livro com a Mel e com a Rúbia, mas nada realmente sério, só viagem mesmo.
Até que a minha professora de Linguagem resolveu dar um monte de assuntos pra gente criar textos. Provavelmente pela mania de passar as férias escrevendo no blog, fiquei com um pouco mais de facilidade de dar uma enrolada e fazer, de algum modo, os textos que eu fiz terem relação com o assunto sugerido pela professora. É, eu consigo fingir bem, não escrevo nada com nada e ainda assim tem gente que gosta.
Claro, óbvio, que a minha professora quer que todo mundo leia os seus textos pra turma. Inclusive a Ana. Tenho que obedecer... Fazer o quê... Em todo caso, a questão é que outro dia me largaram essas: 'Ana, quando tu lançar teus livros eu quero pra mim...' e 'Tu tá guardando esses textos pra lançar um livro, né?'. Exagero. Exagero completo.
E essa semana a cena se repetiu. Mas dessa vez séria, tipo, outro dia tinha sido de brincadeira, mas dessa vez duas amigas minhas, na saída da aula, enquanto esperávamos o ônibus, vieram com a seguinte conversa:
LA - Ana, tu já pensou seriamente em ser escritora?
A - Capaz... Só me bobeio...
LE - Tu escreve tri bem... Teu texto hoje tava ótimo...
A - Sim, sim... Ontem fiz na pressa, nem pensava direito... Ficcou horrível aquele texto... Não tem sentido...
LA - Ficou tri bom, Ana...
A - Capaz, ficou uma m...
LE - Tu já tentou escrever um livro mesmo?
A - Tentei nas férias, e ficou uma m... Tô passando pro PC, até fiquei de mandar pra umas amigas minhas, mas tá uma m... Quando tava no fim, vi que tá horrível...
LA - Tu sempre diz que tá uma m... e tá sempre bom. Manda pra gente também quando tu passar pro PC.
LE - É, quero ler.
A - Sério, tá ruim. Uma cópia bem mal-feita de Meg Cabot... Ridículo... Dá pra ver de cara que fui eu que escrevi...
A conversa não avançou muito depois disso... Ficou nisso ai. Depois de um tempo elas desistiram da conversa... Mas falando sério, eu, escritora? Estou pensando na hipótese de colocar os textos da aula aqui, pra vocês verem como é exagero dessas minhas colegas... Caso vocês concordem com elas, bem, eu corro o sério risco de acreditar nessa história e me iludir que posso ser uma escritora... Depois que eu ficar depressiva por levar vários 'Nãos' de editoras, a culpa vai ser de vocês, aí quero ver quem vai pagar minha terapia... (risos)
Sim, sim, eu não tô muito bem da cabeça... Mas fala sério, eu, escritora?

7 comentários:

Marcus disse...

algumas pessoas tem talento e não sabem, as vezes vc escreve super bem, mas está com medo de asumir..


www.Ramelaum.com

P disse...

Eu acho que tu tem muito talento, sou tua fã guria. E acho que tu poderia sim postar teus textos do colégio :)

Erica Ferro disse...

Ai, Ana, posta sim. Vou amar ler seus textos.

E, sim, eu também acho que você tem uma veia de escritora. ^^
Você é inteligente, engraçada, séria quando tem que ser. Você escreve muito bem, de verdade. ;D

E eu quero ver esse livro que você fez, hein? Você pode dizer que tá péssimo, uma m _ _ _ _, mas eu não quero nem saber do que você, mocinha! ;P
Eu quero ler, isso sim!
Pode ir me mostrando, prometo que darei uma opinião sincera. ;)

Beeijo!

P.s: Quando você escrever um livro, pode ter certeza que eu serei uma de suas leitoras fiéis. ♥

Erica Ferro disse...

E, mais uma coisinha, se você ficar depressiva por levar "vários nãos", tem problema não, dou uma psicóloga, de psiquiatra, do que for preciso.
Tu faz a terapia comigo, e não precisa pagar nada. Dizem que eu sou uma ótima psicóloga, psiquiatra, conselheira. (risos)

Ah, mas detalhe, não tenho diploma. (risos²)

Mas quem se importa com esses pequenos detalhes? (risos³)

Bittencourt disse...

por que não?

Bianca Peruchin disse...

quero ler esse livro hein! quando passar pro pc, me passa!

Diego Maciel disse...

Eu costumava pensar desse jeito em relação às coisas que eu gosto de fazer. Sempre que alguém sugeria a hipótese de eu levar a sério algum hobby meu, eu dizia "que nada... Não sou tão bom assim. Não a ponto de trabalhar com isso" ou a clássica "pra que eu vou entrar nessa se existem tantas pessoas melhores?"

Recentemente li um livro que talvez você já tenha ouvido falar: Pai Rico, Pai Pobre. Mudou um pouco a visão que eu tinha em relação àquelas idéias. Se você não acha que escreve tão bem, não posso forçar você acreditar no contrário, mas por outro lado, se é algo que você gosta tanto, tu deve se questionar "o que eu posso fazer para melhorar?"

Não existe essa de "não tenho talento"... Apenas 1% - ou menos que isso - das pessoas nascem com o "talento", são os chamados gênios. O restante desenvolve seus talentos naquilo que realmente gosta.

O conselho que eu dou é: Se você gosta de escrever, mas acha que ainda não é boa suficiente, trabalhe seus erros. Peça a opinião não só de seus amigos, mas das pessoas que você ache que escreve bem, como um professor ou algum outro escritor, se conhecer. Talvez essas pessoas não digam aquilo que você queira ouvir (elogios), mas quem sabe você não dormirá com algo a mais? É assim que aprendemos ironicamente. Errando...

O hobby que eu tinha, que mencionei antes, era o de trabalhar com vídeos, imagens e áudio. Sempre achei isso o máximo. As pessoas elogiavam meus trabalhos, mas nunca levei aqueles elogios realmente a sério. Até que me convenceram e eu fui mandando meu currículo para gráficas e agêcias de publicidade... Resultado: ninguém me retornou... Fiquei meio decepcionado. Afinal, se elogiavam tanto, era para me contratarem de cara!

Até que pensei "se eu acredito que tenho talento, não preciso que alguém venha falar isso pra mim ou que uma agência me contrate"

Resolvi ir atrás desse meu sonho e abri meu próprio negócio nessa área... Bem, mas acho que já falei demais. O blog é seu e não meu. rs

No mais, fica aqui a minha sugestão de livro: "Pai Rico, Pai Pobre" de Robert Kyosaki.