domingo, 14 de junho de 2009

Crack, nem pensar

Aproveitei o feriadão pra ler algumas das reportagens do Pioneiro, jornal aqui de Caxias do Sul e região, sobre a campanha 'Crack, nem pensar' do Grupo RBS, pra saber um pouco mais antes de tentar fazer um artigo pra aula.
Após ler a primeira reportagem, eu voltei a entender porque não conseguia ler mais que uma parte por dia do livro 'Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída' (um baita livro, uma hora dessas faço um post sobre ele). Droga e suas consequências é um tema muito pesado para ser lido tranquilamente, como uma coisa qualquer. Tanto Christiane F. quanto as reportagens da campanha me tornam mais concentrada, pensativa. Não, talvez 'pensativa' não seja a palavra. Na verdade fico naqueles transes, não penso em nada e nem sei se devo ficar surpresa ou apavorada.
Na minha pequena pesquisa, baseada nas reportagens, descobri coisas até então pra mim desconhecidas, tais como: o crack vicia já na primeira vez; 51% dos assassinatos ocorridos na região (se não estou enganada, só neste ano) tinham crack no meio; Caxias, minha adorada cidade, foi a pioneira no consumo da droga no RS e espalhou pro resto do estado; existem hoje no estado 50 mil viciados na droga e a estimativa é que esse número aumente para 300 mil em 3 anos (!); e o pior de tudo, é praticamente impossível largar a droga, só com muuuuiiita força de vontade!
O mais lamentável é saber que por mais que o assunto seja comentado, o número de viciados aumenta a cada dia. Como eu digo, tem pessoas que, por mais que sejam avisadas, só veem que fizeram m. quando já é tarde. Mas ao mesmo tempo, não podemos ficar de braços cruzados, porque, se a cada 100 pessoas com quem falarmos, 1 escutar, bem, já teremos feito a nossa parte...
Bom, sei lá, isso foi só um desabafo, acho. Quando o artigo tiver pronto e (se estiver) bom, eu posto aqui... Pra quem quiser visitar o site da campanha, clica no selo ali do lado. Agora vou encerrar o post com um vídeo da campanha:

5 comentários:

Erica Ferro disse...

Ótimo post, Ana.
É preciso falar sobre isso, conscientizar mais uma vez. Nunca é demais, não nesses assuntos.
Drogas é uma coisa horrível mesmo. Destrói a vida do usuário e da família, amigos, de quem o ama. :S

Esse vídeo é assustador. :S

Patrícia disse...

Esse vídeo é assustador demais, quando vi na tv pela primeira vez fiquei bem chocada. Tem gente realmente que só se dá conta do perigo quando já entrou e crack é o caminho certo pra morte. Paga pouco pela droga, mas paga caro pela vida.

Luiza Padovezi disse...

parabens pelo assunto e pelas informações!
isso eh mtu importante e deve ser tratado e combatido!

Teresinha Bernardete Motter disse...

Ana, enviei o link do teu blog para Kzuka, está muito bom.
bjs

Pandora disse...

Quando minha prima começou a se envolver com drogas a bilhões de anos atrás (somos vizinhas parede com parede praticamente) ameacei ficar com vergonha e minha mãe me disse: "Não fique com vergonha, toda família tem alguém nessa situação!" E bem, na época eu não pensei no que isso significava, mas hoje sei que a fala de minha mãe a trocentos bilhões de anos atrás revela apenas que drogas são um problema de saúde publica, incomodo sobre o qual as pessoas tem medo de falar publicamente.

Devíamos falar mais sobre isso para ver se as pessoas pensavam duas vezes antes de se envolver...