quinta-feira, 23 de julho de 2009

Entre idas e vindas

Quando comecei esse 'série' 'Aos meus amigos' a defini como um espaço para contar todas as histórias malucas com os amigos e que me fazem rir sozinha. E isso é exatamente o que menos faço. Na maioria das vezes falo sobre alguém específico ou algo do tipo, mas hoje eu vou me redimir: vou contar uma das histórias mais malucas de todas, se não a mais maluca, e que sempre me faz rir sozinha (especialmente quando estou no ônibus pensando em nada), deixando as pessoas ao meu redor com cara de pânico por estarem próximas à um louca varrida. Certo, certo, vamos à história.
Quem nunca fuçou o orkut de alguém em busca de alguém interessante para fazer 'amizade'? A base dessa história é uma situação dessa. Uma amiga minha, Luane, também conhecida durante uma certa época por 'Loirinha do CaJu' (belo apelido, não? Mas ele tem algum significado, tosco, mas tem), há cerca de dois anos atrás (uau, o tempo passa) deu uma fuçada básica no meu orkut e adicionou alguns dos meus amigos, dentre os quais o D. (melhor não citar nomes...).
Eu, a Luane, a Luana e mais algumas amigas (é, era um grupo grande... e bastante silencioso...) pegávamos o ônibus de volta pra casa depois da escola juntas. Entre as paradas pelas quais o ônibus passava estava justamente a parada na qual o D. pegava o ônibus também na volta da escola. Ou seja, víamos sempre na parada.
Não sei exatamente quanto tempo demorou, mas a questão é que logo a Luane começou a coneversar com o D. e se adicionaram no msn também (ou será que fui eu que dei o msn dele pra ela? Não lembro). De qualquer modo, eles ficaram um tempo sem se encontrar no msn, e então surgiu uma maravilhosa (e discreta) ideia para que eles se encontrassem no msn.
A Luana, a artista perfeccionista do trio, com a ajuda da Luane, fez uma adoravél plaquinha (que seria colada no vidro do ônibus) com a seguinte frase: 'Entra no msn sábado'. Da nossa parada de ônibus até a dele há uma relativa distância, e durante todo esse caminho, os pedestres mais atentos aos ônibus alheios percebiam a plaquinha e começavam a rir e gesticular, como se pedindo o msn e coisa e tal. Sim, sim, éramos fiasquentas, mas o pior está por vir.
Se estávamos todas distraídas rindo da nossa maluquice, quando finalmente chegamos à parada do D. a Luane se abaixou na tentativa de não ser vista. Por algum motivo que eu ainda não entendo, quando a vi fazendo isso, fiz a mesma coisa, quer dizer, era um fiasco, e o guri era meu amigo (se bem que há muito não nos falávamos, o máximo era um 'oi' e 'tchau'). O ônibus pareceu ficar parado ali durante séculos, e durante esse tempo a Luana liderou o resto das gurias para uma gritaria geral: botou a cara pra fora, gritou o nome dele e apontou pra plaquinha e pra onde a Luane estava escondida, e mais outros tantos dedos seguiram o exemplo dos dela.
Não sei ao certo qual foi a reação do D. mas, se não estou enganada, ele não estava sozinho. Coitado dele! Se fazer um fiasco desses já é terrível, imagina ser vítima dele! Até onde eu sei, a Luane nunca mais falou com ele. E eu, que durante muito tempo fiquei sem notícias dele, nunca mais falei com ele... Aliás, acabo de me lembrar, encontrei com ele no fim do mesmo ano, em um aniversário, agora não me perguntem se teve um momento constrangedor ou algo do tipo, pois eu realmente não lembro...
De qualquer maneira, essa é uma daquelas histórias rídiculas que, quando a gente lembra, pensa: 'Como eu tive coragem de fazer isso?'. Essa é uma pergunta para a qual nunca se obtem uma resposta lógica. Mas a questão toda é que, fiascos à parte, não posso negar que foi engraçado, sem sentido, mas engraçado, e com certeza será uma das histórias mais divertidas da minha vida... Afinal, umas idiotices de vez em quando tiram a monotonia da vida...

4 comentários:

Melissa B. disse...

Não, não, não. A mãe seeempre foi gremista. O pai colorado e eu tbm. Só q minha mae conseguiu o q qeria a anos. Virei gremista. aheuhruiahriuahriuhr

bjooo,Aninhaa!

Pati disse...

Existem coisas que a gente só faz entre amigas mesmo, essa é uma delas. E rende boooooas risadas, mesmo se acabam meio mal.
beijoo Ana

Erica Ferro disse...

Que engraçada essa história, Ana.
Imaginei a cena. =P
Ri muito!

"Afinal, umas idiotices de vez em quando tiram a monotonia da vida..."

Com certeza!
:**

gabriela rohde ♪ disse...

ótmia história, queria ter estado no ônibus com vocÊS! Já me aconteceu poucoas e boas também AUHSUAHSAUHUHS.