quinta-feira, 16 de julho de 2009

♫ Posso morrer pelo meu time, se ele perder, que dor, imenso crime ♫

É, o Samuel Rosa e o Nando Reis ( compositores da música 'É uma partida de futebol', do Skank, da qual dois versos dão título ao post) não são os únicos que pensam assim, na verdade, metade da população brasileira concorda com eles, inclusive essa humilde blogueira gremista. Mas, a questão é: por quê?
Por que sofremos tanto com um simples jogo? Por que prestamos tanta atenção em 22 caras correndo atrás de uma bola (ou melhor, 20, os outros dois jogam ela pra longe)? Por que continuamos assistindo um jogo mesmo quando o nosso time não tem mais chances de ganhar? Por que nos dá tanto prazer ver o arquirival perder? Caramba, é tudo um jogo!
Confesso que já fui uma torcedora muito mais chata do que sou atualmente. Logo no começo do meu 'fanatismo' não podia ouvir um 'ai' contra o meu time que já iniciava uma discussão braba. Ou se o Grêmio perdia, montava um discurso mentalmente para responder às provocações que na certa ouviria no dia seguinte. E foram essas provocações que me fizeram mudar.
É o seguinte: assim como todo mundo, eu também nunca gostei de levar flauta e, lembrando de uma coisa que minha mãe sempre me diz ('Não faz pros outros o que tu não gostaria que fizessem pra ti' ou 'Trate os outros como tu gostaria de ser tratada' ou tantas outras frases parecidas mas com a mesma moral), resolvi parar de dar flauta nos outros, ou, mais expecificamente, nos colorados. Não que isso resolva todo o problema, mas de qualquer modo, se eles foram insistentemente irritantes, tu pelo menos tem a opção de dar um belo toco, como: 'Eu fiquei esfregando na tua cara que a gente chegou até a final da Libertadores enquanto vocês foram eliminados?' (em relação à 2007). Pelo menos por um tempo ela vai ficar quieto.
Tá, tá, não vou ficar aqui falando de tocos e flautas entre os torcedores da dupla GreNal (e nem dos da dupla CaJu, porque, caso não saibam, também sou juventudista, apesar dos pesares) e nem de qualquer outra coisa que seja igualmente chata e irritante de ser lida. A verdadeira intenção do post é tentar encontrar uma explicação para todo esse sofrimento inútil pelo qual passamos apenas por amor a um time de futebol.
Apesar de estar bem mais calma em relação ao futebol atualmente, as pessoas ignoram esse fato. Pra vocês terem uma ideia, meu pai foi buscar meu boletim outro dia e a professora simplesmente disse a ele: 'Ah, o senhor é o pai da gremista!'. E não é só ela. Uma vez adicionei um amigo de uma colega minha no orkut e dias depois ele veio me dizer: 'Bah, olhei lá Ana e não sabia quem era, mas daí olhei teu orkut e vi que tu era gremista aí vi logo qquem era!'. Isso não seria muito preoupante se eu não estudasse no maior colégio público da cidade, com mais de 1.000 alunos no mesmo turno que eu.
Bah, histórias em que o Grêmio foi a causa de algumas questões escolares não faltam, muitas são longas, então deixo pra outros posts, mas uma é memorável. Às vezes eu tenho umas crises, e fico quieta no meu canto, as pessoas teimam que eu tô braba ou chateada com alguma coisa, quando no fundo, no fundo, é só sono. De qualquer modo, num desses dias, que eram um tanto raros na minha antiga escola, a professora de Português simplesmente me olha e pergunta: 'O que foi, Ana? O Grêmio perdeu?'. Não, ele não tinha perdido e nem empatado, tinha ganho. O resultado foi que passaram o resto da manhã tentando achar uma razão para a minha quietude (que eles consideravam desânimo) já que qualquer um poderia afirmar que o Grêmio tinha ganho e que eu não estava enrolando ninguém.
Não, não estou escrevendo esse post porque o Grêmio perdeu ontem e eu estou revoltada ou algo do tipo. Na verdade venho pensando em fazer esse post há dias. Bom, esse post já está gigantesco, acho melhor encerrar por aqui. Pra finalizar, tudo que tenho a dizer é: continuem torcendo por seus times, mas não deixe uma simples derrota te fazer querer virar o mundo de cabeça pra baixo. Uma coisa que eu também não sei porque acontece, já que não resolve nada, é a briga que ocorre entre as torcidas, onde a torcida que perdeu ataca a que ganhou, afinal, essa briga vai mudar o resultado do jogo? É tudo ridículo e inútil. Outra coisa, não avaliem as pessoas pelo time (coisa que algumas vezes já fiz, confesso, mas estou arrependida, apesar de que na maioria das vezes era só uma desculpa pra não dizer o verdadeiro motivo pelo qual não gostava da pessoa) e nem deixem de admirar seus ídolos por isso também (eu, sinceramente, não simpatizo com o São Paulo, tanto quanto não simpatizo com o Inter, mas não foi por isso que eu ignorei a genialidade do Roger Moreira que é são-paulino, foi?)
Ok, ok, acho que era só isso, pessoas, se não fico aqui até amanhã escrevendo...
Até um dia! (sim, as chances do blog ser excluído nunca são nulas)

Ah, mais uma coisa, o layout do blog não é realmente pra ser um tema futebolístico, é tudo coincidência... Quanto a foto, eu coloquei meu chaveiro porque ele tem mil e uma utilidades e eu não vivo sem ele, mas eu não podia simplesmente ignorar o meu chaveiro do Grêmio, podia? E as listras do lay, bem, eu fui em busca de um layout azul e apareceu esse todo listradinho que eu adorei, mas não foi só porque são as cores do Grêmio... De qualquer modo, tô enjoando desse layout. No aniversário do blog eu troco!

6 comentários:

gabriela rohde ♪ disse...

Ah meu namorado é colorado (ninguém é perfeito) e sempre nos provocamos, mas é até engraçado porque nunca fui doente, mas depois que comecei a namorar um colorado fiquei derepente, porque será? UAIHSAUHSUAHS.
Mas uma coisa eu sei, se eu olho jogo, o time que eu torço sempre perde, então eu não assisto, só acompanho os gols do lobo Esporte. Quando o Grêmio perdeu contra o SP (acho que foi,) numa final, eu chorei, ah chorei, foi de virada e me despedaçou o peito. Achei que eu infartaria aos 18 anos. MNas passou, e quero um diz ter a felicidade de ver meu time ser campeão dfe algo importante, pafra eu saber como os colorados se sentiram no mundial, e claro, fazerem eles engolirem aquele CAMPEÃO DE TUDO.

Erica Ferro disse...

"Pra finalizar, tudo que tenho a dizer é: continuem torcendo por seus times, mas não deixe uma simples derrota te fazer querer virar o mundo de cabeça pra baixo. Uma coisa que eu também não sei porque acontece, já que não resolve nada, é a briga que ocorre entre as torcidas, onde a torcida que perdeu ataca a que ganhou, afinal, essa briga vai mudar o resultado do jogo? É tudo ridículo e inútil."

Ah, muito bom esse texto. Ri, em algumas partes (tu é engraçada). Enfim, ficou bem legal mesmo.

:*

Luiza Padovezi disse...

realmente esse negócio que temos com o futebol é algo inexplicável! já incorporamos em nossa cultura! hahahahah

sou cruzeirense apaixonada, mas nunca deixei meu time influenciar em amizades, escola....as vezes fico meio mau humorada mas tenho direito d vez em quando hahahah
paixão pelo futebol é saudável, desde q em quantidade segura kkkk

bom post

Pirulito que Bate-Bate disse...

Já gostei de você! Também sou Grêmista de coração, e sinceramente também odeio os colorados. Mas enfim, eu não ligo muito para discussões de futebol, sabe? Quando as pessoas estão afim de arrumar briga, eu devolvo uma ou outra resposta mas depois, deixo-ás falando sozinha. Fico dooida quando o time ganha, mas quando perde, já tento arrumar explicações.
Bjus

Gêsa disse...

FUTEBOL é uma das minhas paixões. sou dessa meninas que conversam no meio dos meninos sobre futebol. E que discutem com qualquer um mané que falar mal do meu time.

Donna Mélis disse...

Pois é! eu tinha esquecido de contar que minha mae me convenceu a virar gremista :D sabe q eu to gostando? ahsuahsuiahsuiahs
mas é tãao legal esse lay.

Bjs!