sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Apagão

Conversa vai, conversa vem, e então acabamos em uma pessoa cujo o nome, por mais que me esforçasse, eu não lembrava. Mas, por sorte, para impedir que eu perdesse o sono com tal lapso, tinha meios virtuais de descobrir o tal nome. O que fiz? Corri para o computador! E aproveitei pra fazer outras coisas que há muito ia adiando. E então tudo se apagou!
O computador silenciou e o monitor ficou preto. Pela luz externa que desapareceu, percebi que o problema não era com o computador (menos mal!). Fui até a janela. Olhando em diração à rua, tudo que vi foi a escuridão, cortada pelos faróis de carros que subiam e desciam a avenida.
Fiquei admirando aquilo por um tempo. Era diferente, interessante e, de alguma forma, divertido. Era engraçado ver surgir faixas de luzes surgindo, luzes fortes, mas que não iluminavam muita coisa além do que estava à sua frente. Nessa hora percebi como aqueles posts com luzes fracas fazem a diferença.
Com a pouca iluminação dos faróis, os indivíduos que andavam nas calçadas não passavam de vultos, alguns mais visíveis, outros menos, tudo dependia de como as lanternas automotivas caiam sobre eles. Não lembro de ter ouvido ou percebido alguma reação deles com a escuridão súbita. Talvez alguém tenha gritado de surpresa; ou talvez tenha havido um que apressou o passo, assustado; ou, quem sabe, tenha tido que ignorou a escuridão por algum motivo qualquer.
Olhei mais além da avenida e as únicas luzes que pude ver estavam longe demais e não passavam de pequenos pontos, quase invisíveis na escuridão que se estendia por quarteirões. Aliás, até onde havia acontecido o apagão? Em um único bairro ou em mais? Ou talvez apenas em algumas ruas próximas à minha?
Quando olhei na direção da cozinha de casa, pude ver o vulto de minha mãe iluminado pela pequena chama de um insqueiro, com o qual ela acendia uma vela. Fui até lá e logo meu pai chegou com uma de suas pequenas lanternas. Dali a pouco o resto da família apareceu por ali e, depois de uma conversa sobre livros da Agatha Christie (cujo surgimento não sei especificar), resolvi ir dormir, apesar de não serem 21hs ainda, mas como a luz de um celular não é eficaz para se ler um livro, não tive outra opção.
No momento em que fui escovar os dentes, pelo fraco reflexo do corredor no espelho do banheiro, percebi que, com toda a escuridão que dominava a casa, o Hércules (meu Pastor Alemão Branco) não passava de uma mancha branca no lugar onde deveria estar localizado o tapete. Ri de mim mesma por ficar fazendo tantas observações e fui deitar.
Cerca de dez minutos depois, quando estava concentrada em meus pensamentos malucos, meu irmão abre a porta e, só depois dele dizer que eu havia deixado a luz da sala onde fica o computador acesa, é que percebi que o via perfeitamente graças à luz vinda da cozinha. A luz tinha voltado! Mas aí eu estava tão confortavelmente instalada em minha cama e concentrada em minhas ideias que fingi ignorar o fato e esquecer o que estava fazendo antes de tudo aquilo, já que o o principal eu tinha feito: descobrir o nome da tal pessoa!

3 comentários:

rubia disse...

"Descobrir o nome da tal pessoa!" Quem? Quem era??

Muito bom, como sempre!
Parabéns

Erica Ferro disse...

Ai, aaaaaai, quem é essa pessoa? #tôcuriosa
Muito boa essa postagem, Ana. Quer dizer, você sempre faz boas postagens.
Beeeijo ♥.

Déia ☼ disse...

ô mesmo sumida, faculdade...filhos...casa, tomam muito do meu tempo, e pra ajudar eu não lembrava da senha do meu blog kkkkkkkkk
Entrava na página dele e me dava um aperto no coração pq não podia postar...mas lembrei da porcaria da senha kkkkkkkkkkkkk e comecei postando um poema de um amigo meu.

Ele é MARA!

Também estava com saudades, espero voltar a postar mais vezes, já eliminei um problema que era a senha, agora o negócio é driblar o tempo!

Bjus♥