segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O caso do gato

Toda noite, ao dobrar a esquina da rua de casa, via um ponto branco bem em frente de minha casa. Toda noite. Ele sempre estava parado olhando fixamente para minha casa. Às vezes, antes que desse pela minha presença, eu o via caminhando lenta e cuidadosamente em direção à casa, passando por entre as grades do portão com facilidade. Uma vez ou outra o encontrava já nos fundos da casa, mas só o notava quando o via passar correndo por mim em direção à rua.
Nunca entendi o que ele queria ali. Meus únicos receios eram que ele, de alguma forma, entrasse dentro da casa e fizesse uma bagunça terrivel, ou que surtasse em algum momento e, em vez de sair correndo, pulasse em cima de mim com suas unhas pontudas. Mas nenhuma das duas coisas chegou a acontecer. Nem mesmo quando viajei por uma semana.
Antes de sair de viagem, cuidei para que as janelas e portas estivessem bem fechadas. Fechei, inclusive, as portas internas da casa na esperança de que, se ele entrasse, não pudesse estragar muitos cômodos. O verdadeiro problema foi com a janela da àrea de serviços que, por alguma razão, emperrara e não queria fechar. A única solução que encontrei foi trancar muito bem a porta que unia a àrea de serviços ao resto da casa. Saí preocupada, mas confiante que minhas precauções funcionariam.
Quando voltei, fiquei feliz porque, externamente a casa não mostrava nenhuma anormalidade. Entrei na casa receosa de que um gato surgisse e pulasse em cima de mim, mas isso não aconteceu. Vistoriei portas e janelas, nada parecia ter sido arranhado ou algo do tipo. Tudo parecia normal.
A porta da àrea de serviços continuava firmemente fechada (bem, isso provavelmente era de se esperar, já que o que eu estava temendo era um gato invasor e não algum ladrão superforte) e a janela permanecia emperrada. Fiquei tranquila. Tudo estava no seu lugar.
Não lembro bem ao certo porquê, já que isso logo desapareceu de minha cabeça, mas resolvi pegar um balde pra fazer alguma coisa (ou seria uma vassoura?). Quando peguei o tal objeto que queria, notei que ele estava encobrindo algo realmente inesperado: restos do que parecia ser o corpo de um rato.
Depois do susto e da certificação de que ele estava realmente morto, de algum modo, livrei-me daquilo. Não encontrei uma explicação lógica para aquilo. Só depois de alguns dias percebi que o gato nunca mais aparecera. Não sei se estou certa, mas penso que o gato não deixou de 'me visitar' por ter se sentido abandonado por mim ou algo do tipo. Não, obviamente não foi isso. Acho, na verdade, que aqueles 'restos' são resultado de alguma ação do gato branco e que também são as respostas para todas as minhas perguntas em relação a ele.

3 comentários:

LADRÃO DE LIVROS disse...

aew, muito bom seus textos!

toh te seguindo,

me segue aew !

at+++!

Erica Ferro disse...

Ah, quer dizer que o gato queria uma única coisa na tua casa. Pegar o rato de jeito!
Safado, hein?
Tô com pena do rato, ó.
Se bem que rato, dizem por aí, claro, que não é boa coisa. Então, de certo modo, o gato te fez um favor, hehe.

Beijo, Ana.
Ficou ótima essa crônica.
Tu arrasa e sabe disso.

rubia disse...

Mentira do gato
Ele era um animagoooo
Estou totalmente convencida disso, tenho certeza.
cuidado com ele.
Da proxima vez que tu ver ele não fala nada de importante pois ele pode ser um espião.
CUIDADO
hauahuahaua
bejooo
bom como sempre!