quinta-feira, 5 de novembro de 2009

'Alice D. se descabelava em frente a TV quando imaginava o beatle John segurando a sua mão'

Não, não conheço Alice D., até porquê ela é apenas personagem de uma música do Faichecleres, mas conheço alguém que na certa de descabelaria vendo qualquer um dos Beatles na TV. De quem falo eu? Daquela com quem fui dar voltas pela principal praça de Caxias, às 7hs da manhã, em busca de uma casa, tentando ganhar 2 ingressos pro show do The Beats, no qual nós fomos mesmo sem vencer a promoção. A minha companheira de shows (Cidadão Quem, The Beats, Vera Loca e o que mais vier pela frente) e dona de um blog cujo nome é inspirado em Beatles, Campos de Morangos Psicodélicos, como podia ser diferente? A legítima Alice D., como muito bem percebeu a Bru, a guria que pretende revolucionar a escola e o que mais puder no ano que vem, a beatlemaníaca que faz bolsas com discos, a dona de olhos temíveis: a Rúbia.
A primeira vez que falei com ela, o que ela tinha sobre a mesa? O livro O Jovem Lennon. Como já tinha lido, disse que era bom e com mais meias palavras a conversa terminou. Devo admitir que fui conversar com ela porque um dia antes ela me adicionou no orkut. Com a separação da minha turma no ano anterior (que era terrível), caí na turma da Rúbia e que coisa mais normal que adicionar os novos colegas no orkut? O que podia fazer além de aceitar e conversar com ela? Sério, não é todo mundo que vira meu colega e sai me adicionando no orkut (como já disse aqui, as pessoas não tem uma primeira impressão muito simpática a meu respeito). Talvez eu até tivesse dado uma fuçada básica no orkut e visto que ela tinha bom gosto, tanto musical quanto literário, o que é difícil hoje em dia, e por isso tenha me preparado psicologicamente para não parecer muito antipática quando surgisse a oportunidade de conversarmos. Mas o Lennon resolveu tudo, mesmo indiretamente.
Ela lá na frente, eu lá atrás (na tal turma do fundo, fazer o quê, não consigo ficar na cara da professora). Conversas? Acho que, no começo, nada mais que um 'oi' ou algo do tipo. Talvez conversássemos mais virtualmente do que na sala, mas não tenho certeza disso. Quer dizer, tenho a impressão que achava engraçado o fato de nos falarmos mais pela internet do que pessoalmente, mas não confio muito na minha memória. De qualquer modo, tenho certeza que lá por setembro do ano passado já éramos boas amigas, pois fomos no show do Cidadão Quem e fomos dar umas voltas na Feira do Livro só pra ver o Humberto Gessiger.
O fato de sermos amigas e não ficarmos grudadas uma na outra (nem dentro e nem fora da sala) demorou a ser percebido por alguns, acho. Mas não muito, pois, uma vez, quando a professora disse que tínhamos que fazer um trabalho com um grupo diferente do que costumávamos, dizendo que o pessoal do fundo tinha que conversar com os da frente e tudo mais, e eu fiz sinal pra Rúbia (ou chamei ela, não lembro), a sala toda começou a dizer que não valia, explicando para a professora que éramos amigas. Bonito, não? Mas acho que não adiantou muito a reclamação, afinal estavamos mudando de grupo.
Caramba, tô fazendo uma bagunça desgraçada aqui, certo? Acho que ninguém está entendendo nada, nem eu mesma. A verdade é que eu tinha a intenção de falar algo sobre como a gente virou amiga, mas nem eu mesmo sei. Lembro que, do mesmo modo que éramos quase desconhecidas (só embrava dela de passagem pelos corredores) no início do ano, ao fim dele éramos grandes amigas. Tem como explicar isso? Acho que não. Então cá estou eu tentando explicar o que me parece inexplicável. E por quê? (É, ainda não expliquei a razão do texto, não que tenha que ter uma obrigatoriamente, mas nesse caso tem...) Porque hoje é aniversário da Rubs e eu queria escrever algo com sentido. Mas não foi dessa vez. Em todo caso, pra não dizer que todas essas palavras foram digitadas em vão: Feliz aniversário, Rubs! E agora conheçam ela, ou melhor, a música Alice D.

2 comentários:

Rubia Ness disse...

Ana, tu sempre tem a palavra certa na hora certa, muito, muito obrigada e parabens, como sempre ficou otimo!

Erica Ferro disse...

Ótimo, ficou ótimo.
Parabéns, Rubia!

Beijo pras duas.