quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Incapacidade

Paro aqui, na frente do computador, esperando que meus dedos digitem algo, ou melhor, que meu cérbro pense em algo que faça os dedos digitarem, mas em vão. Fico parada, as mãos sobre o teclado, cheias de vontade de se movimentarem, de escreverem, mas sem saber como. Busco na memória aquela ideia que tive, aquele rascunho mental feito, algo que possa escrever, mas nenhum resultado. Lembro vagamente do que pensei em escrever, mas agora, na tentativa de lembrar como planejava iniciar o texto, chego à conclusão de que não é um bom tema para se escrever, apesar de em certo momento ter parecido.
Dias e dias com o mesmo desenrolar. As ideias evaporaram, os dedos pararam. Não há sobre o que escrever, não há como escrever. Estou incapaz. Qualquer ideia que eu tente retomar parece ridícula, qualquer tentativa de escrever fracassa, não há o que fazer. A vontade de escrever é superada pela incapacidade. Com um pouco de esforço consigo escrever algo, mas nada que me agrade, nada que satisfaça, nada claro e direto. Incapaz, estou incapaz.
Mexo-me na cadeira, inquieta. Pego o dicionário à meu lado e o folheio na tentativa de encontrar uma resposta, uma definição para essa incapacidade, uma ideia perdida ou qualquer outra coisa que faça meus dedos se moverem naturalmente, formando palavras claras e um texto que satisfaça. Em vão. Paro a música na tentativa de aumentar a concentração, mas o som de fora não deixa, minha mente voa janela a fora e esqueço do que fazia. Aperto em 'play' na tentativa de voltar a onde estava, mas meus lábios distraem-se cantando a música. Aos poucos, volto a esquecer o que fazia, a música me domina.
Desanimada com tudo, tentando me lebrar do que me fez criar um blog, opto por postar mais um dos meus posts quebra-galho, sem muito sentido que, por mais que eu goste do que estou publicando, não me satisfaz. Estou incapaz de fazer algo útil, de escrever algo interessante e agradável. Dias e dias, tudo continua igual. Sem mais o que fazer, resolvo redigir uma pequena desculpa à meus leitores. Desculpa pela falta de posts interessantes. Desculpa pela fuga de atualizações. Desculpa por isso e aquilo. Desculpa por não ser capaz ao menos de fazer bons comentários (ou de fazer algum). Desculpa pelos posts quebra-galho que inundaram esse blog. Desculpa.
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Vejam só, o que era pra ser um pequeno post de desculpas pela falta de bons posts, acabou se tornando, de verdade, um texto que me agradou. Até me animei agora, espero que essa capacidade de escrever textos que me satisfaçam (e a vocês, óbvio) permaneça. Ah, sim, desculpa se não tenho comentado teu blog, não significa que eu não visite, mas o não saber o que escrever e, às vezes, a falta de tempo e/ou vontade de fazê-lo. Recebi dois puxões de orelha sobre isso nos últimos dias, vou fazer o possível pra me corrigir. Até o próximo bom post...

4 comentários:

Erica Ferro disse...

Falaste por ti e por mim.
Ando cheia de ideias e confusões mentais, mas não consigo transformá-los em textos.
Talvez seja meu fim como uma pseudo-escritora.
'Triste fim de Erica' - livro que será lançado, não por mim, mas por alguém que se interessará em contar minha penosa história.

Não, paro por aqui. Meu comentário tá ficando muito emo e, sei lá, deprimido.
Vai ver que o dia não tá muito pra festa, pra alegrias.
Mas amanhã é um novo dia. É sim!

Beijo, Ana.

P.s: Pedido de desculpas aceito, e muito bem aceito.

Luh* disse...

As vezes falta inspiração né?!
beijos

Lucas Lima disse...

temos de aprender a tirar o maximo de proveito desses momentos de tempestade mental, né, rs
bons dias

Jorge Oliveira disse...

Passei pra agradecer a tua presença de ontem lá no Fluoxetina no texto da Nara.
Blog bacana! Vou seguir!
Hoje tem texto meu por lá, caso queira dar uma conferida, me inspirei no inferno do apagão que quase o país inteiro passou...rs
Abraços!