quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas, pai

Numa viagem de duas semanas, li os livros que tinha levado em uma semana(eram livros pequenos), por sorte, na última hora, lembrei de levar 'Os três mosqueteiros', fazia tempo que eu queria reler mas sempre tinha um ou outro livro em mãos, então, nessa viagem, a oportunidade surgiu. Além de me salvar de ficar entediada durante uma semana, me lembrei do quanto o livro é bom, e tive certeza de que é realmente um dos melhores, senão o melhor, livros que li até hoje. E agora que finalmente reli o livro, nada melhor que fazer uma boa propaganda dele aqui.

Há uns três anos atrás algo me fez sentir imensa curiosidade em saber mais sobre os três mosqueteiros, acho que foi a citação da conhecida frase 'Um por todos e todos por um'. Queria entender porque diziam que os três mosqueteiros eram, na verdade, quatro; queria saber seus nomes, que todos pareciam conhecer, menos eu; resumidamente, queria saber tudo, pois apesar de ser uma história, os mosqueteiros sempre me pareceram quase que uma lenda. Surgiu a ideia de me associar na biblioteca pública, coisa que eu queria fazer há tempos, para pegar emprestado o livro. Decidi fazer isso.

Passaram-se meses e eu não criei vergonha pra ir até a biblioteca. O empurrão que faltava veio quando assisti o filme em um sábado. Achei muito bom o filme (apesar de eu mal lembrar dele agora) e decidi parar de enrolação. Fui até a biblioteca, me associei e peguei o dito livro, finalmente. Havia uns 3 exemplares, todos iguais, de uma coleção da editora Abril, publicada na década de 70. Capa dura e vermelha, com detalhes, na frente e na lateral, em dourado. Pouco mais de 500 páginas, letra relativamente pequena. Minha curiosidade era tamanha que não me desmotivei e levei o exemplar menos maltratado pra casa.

Devo dizer que minha impressão não foi das melhores pois os pronomes tão bem colocados quanto os verbos muito bem conjugados do século XVII, época em que se passa a história, me asssustaram um pouco, mas logo me acostumei. (Na época tinha descoberto uma música da banda gaúcha TNT, Alazão, e gostei tanto dela que a ouvia repetidas vezes ao mesmo tempo que lia o livro, pelo menos até eu desistir de fazer as duas coisas juntas. Desde então não escuto essa música sem lembrar de d'Artagnan entrando em Paris.)

A história tão cheia de aventuras me fez quase esquecer qual foi a primeira quando terminei o livro. Talvez o grande diferencial do livro seja esse: não acontece uma única coisa e para um problema ser solucionado não precisa de enrolação e chegar ao fim do livro. Entre o inicio e o fim do livro passam-se cerca de 3 anos, preenchidos por aventuras, romances, humor, amizade e história, afinal conta-se da guerra que lutava a França na época, de seus comandantes, Rei Luis XIII e Cardeal Richelieu.

Poderia falar e falar sobre o livro mas jamais conseguiria descrevê-lo, há tantas coisas nele que o modo de observá-lo mudará de leitor para leitor, mas acho impossível que alguém o despreze depois de lê-lo. Ah, sim, lembro que o filme não tem relação nenhuma com o livro, são histórias completamente diferentes, até porquê acontece tanta coisa no livro que seria impossível transformá-lo em um único filme, por mais longo que fosse.

Devem existir inúmeras adaptações, de diversos tamanhos e para diferentes idades, então que não quiser encarar a versão original tem sempre essa opção, se bem que eu acho que adaptação nenhuma vale a versão original (a menos, óbvio, que se tenha idade insuficiente pra ler a versão original, nesse caso serve a adaptação. Uma vez por semana trabalho voluntariamente numa biblioteca de uma escola, não pergunte porquê, mas eu me divirto no meio de todos aqueles livros, e ultimamente tenho indicado uma versão pequeninha d'Os três mosquetieros pros gurizinhos de 9, 10 anos, e a menos que eles mintam bem, eles gostaram. É um livro pra todas as idades, realmente).

Não tenho mais o que dizer, é um livro excelente. Vale a pena ler. O livro fez tanto sucesso que Dumas fez duas sequêcias, transformando a história em uma trilogia: 'Vinte anos depois' e 'O visconde de Bragalone'. Li o 2° livro, e é muito bom, mas ainda não consegui ler o 3°. De acordo com as minhas pesquisas, o último livro, que não coube num único volume (e mesmo comprando usado, já que não se acha na biblioteca, é bem caro, por isso não comprei), traz, entre outras, a história do homem da máscara de ferro e do Conde de Monte Cristo, que também foram lançados em livros separados, além de terem sido transformados em filme. Mas como eu quero ler tudo na ordem, vou continuar não sabendo nada das duas histórias até comprar o 3° livro.

Pra finalizar, vamos à uma boa sinopse do livro: Trata-se da história de um jovem desabonado de 18 anos, proveniente da Gasconha, d'Artagnan, que vai a Paris buscando se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros. Chegando lá, após acontecimentos singulares, ele conhece três mosqueteiros chamados "os inseparáveis": Athos, Porthos e Aramis. Juntos, os quatro enfrentaram grandes aventuras a serviço do rei da França, Luís XIII, e principalmente, da rainha, Ana d'Áustria. Encontram seus inimigos na pessoa do Cardeal Richelieu e seus guardas, além de Milady, uma bela mulher à serviço de Richelieu. Com seus numerosos combates e suas reviravoltas romanescas, "Os Três Mosqueteiros" é o exemplo típico do romance de capa-e-espada.

2 comentários:

Vítor Torrez disse...

Ana!!!
Que bom te ver de volta ^^
Ando meio desanimado com o blog há um bom tempo... e acho que, se voltar a escrever, vai ser em um blog novo, totalmente diferente... Mas pode deixar que, se decidir seguir com o blog novo, te aviso ;D
Beeijos!

Erica Ferro disse...

Ótimo, Ana!
Adorei a 'resenha', deu até vontade de ler, hehe.

Beijo.

P.s: Ufa, ainda bem que você tá postando com mais frequência; sabe que eu sinto falta de te ler.