sábado, 19 de fevereiro de 2011

Comédias clássicas dos anos 80: Trilogia "De volta para o futuro"

As estatísticas do blogger dizem que o post sobre comédias oitentistas é um dos mais lidos do blog. Eu não confio nelas, já que dão o primeiro lugar de visitas pra um post beeem menos interessante, mas acho que o fato do post oitentista estar nos primeiros links da busca do google pra "comédias anos 80" é de algum crédito, então nada melhor do que, na falta de tempo e assunto para um post mais bem pensado, falar de um dos maiores sucessos dos anos 80 com o qual ocupei belamente algumas horas das minhas férias: De volta para o futuro.

Estrelada por Michael J. Fox e Christopher Lloyd, respectivamente Marty McFly e Dr. Emmet Brown, e contando com Steven Spielberg na produção, os três filmes têm como ponto inicial e final um único dia: 26 de outubro de 1985. É nessa data, no Centro Comercial Dois Pinheiros, em Hill Valley, California; que o Dr. Brown resolve experimentar sua mais nova invenção, contando com a ajuda de seu assistente Marty. Partindo do ponto comum dos filmes, vamos à cada um deles:

De volta para o futuro (1985)
Seguindo as ordens do Dr. Brown, Marty o encontra à 1h15 da madrugada do dia 26 de outubro para o teste de sua mais nova invenção: a máquina do tempo, que nada mais é do que um carro, cuja fonte de energia foi roubada de terroristas que planejavam montar uma bomba nuclear. Durante os testes, os terroristas aparecem e começam um tiroteio, no qual acertam o Dr. Brown, restando o carro como único meio de fuga para Marty. Ao alcançar 88 milhas por hora, o carro é levado para o ano de 1955, precisamente no dia 5 de novembro, onde Marty acaba por conhecer seus pais jovens e busca a ajuda do Dr. Brown dos anos 50 para voltar para casa. Com o inevitável encontro com os pais, Marty acaba alterando o curso da história,, evitando que seus pais se conheçam, e tem que remediar a situação até o dia 12, no qual a igreja da praça será atingida por um raio que, ao descarregar, poderá dar a energia necessária para que o carro leve Marty de volta para o futuro.

Assim como Ferris cantando Twist and shout em um desfile de Ação de Graças é uma cena clássica de Curtindo a vida adoidado, Marty marca De volta para o futuro cantando Johnny B. Goode de Chuck Berry em um baile estudantil dos anos 50.

De volta para o futuro 2 (1989)
Mal chega aos anos 80, ainda notando as mudanças causadas por suas ações em 1955, Marty é buscado pelo Dr. Brown, que havia se mudado para o futuro, para ajudar seu filho que está em apuros, em 2015. Mas, ao retornar aos anos 80, Marty se depara com uma situação completamente diferente, com seu pai assassinado e sua mãe casada com Biff, velho inimigo da família, então rico. Com a ajuda do Dr. Brown, Marty descobre que o Biff do futuro conseguiu retornar à 1955 na máquina do tempo com um almanaque em que estão os resultados esportivos de 1950 e 2000 e entrega ao seu eu jovem, que com ele faz fortuna em apostas. Marty, então, retorna a 12 de novembro de 1955 para destruir a revista.

De volta para o futuro 3 (1990)
Após uma pequena falha durante a tempestade de 1955, Dr.Brown é mandado para o Velho Oeste, em 1885, e manda uma carta a Marty com indicações de onde escondeu a máquina do tempo. Ao encontrá-la, Marty também encontra o túmulo do Dr. Brown, tendo 7 de setembro do mesmo ano como dia de sua morte, dia seguinte após a data da carta, em que o doutor pede que Marty apenas destrua o carro e não vá buscá-lo. Diante do túmulo, Marty decide ir encontrar o Dr. Brown para avisá-lo do perigo que corre. Em 1885, Marty encontra seus bisavós e, para não causar espanto com o sobrenome McFly, brinca usando o nome de Clint Eastwood, ator conhecido por seus filmes de faroeste.

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Três excelentes filmes. Cheios de idas e vindas, mostrando, à la Asimov, um futuro que, hoje contemporâneo, é engraçado por todas as tecnologias imaginadas e não criadas; brincando com o passado em assuntos óbvios nos anos 80, tal como Chuck Berry, em que é sugerido que ele soube da música que foi um dos seus maiores sucessos pelo pequeno show de Marty no baile; ou lembrando de Clint Eastwood no Velho Oeste, temática dos seus filmes já tão conhecidos nos anos 80. Curiosa e divertida, a trilogia é mais um clássico oitentista e que, como tal, nunca poderá ser classificada como chata ou entendiante.
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Fontes:

4 comentários:

Leon K. Nunes disse...

O Aurélio tem vergonha de não ter palavras adequadas para exaltar esse filme. É espetacular demais. Mesmo hoje, tendo assistido já trocentas vezes, não hesitaria em sentar para assistir novamente. Eu nem considero-o como um filme de comédia. Sempre o vi como ficção científica, embora obviamente eu saiba do abismo que há entre ele e os sisudos Blade Runner, 2001 e coisas assim. E como toda ficção científica, sempre me despertou fascínio: por muito tempo sonhei com esses skate voador, que só agora me dou conta de que esqueci o nome que ele recebe; que pena...

Rebeca Postigo disse...

Adoro esses filmes..
Ótimo post Ana!!!

Bjs

Allyne Araújo disse...

otimo post mesmo aninha!! Se bem me lembro a gente aqui em casa parava tudo q tava fazendo pra assistir esse filme na sessao da tarde.. era demais!!!
um filme no mínimo de temática interessante (pois viaja atraves da historia, e cria uma coisa que é deveras pertinente até hoje: é possível voltar ao passado e conseqüentemente alterar o presente-futuro? sei nao)...
bjao! se cuida!

Balzaquiana com 'Z' disse...

Nossa!!! Adorei a sensação nostalgica que tive ao ler. Realmente não há nada de chato ou entediante nessa trilogia. Aliás... não se fazem mais trilogia como antigamente.

BeijoZZz