domingo, 5 de junho de 2011

05/06 - Os 70 do Tremendão

Confesso que há pouco tempo reconheci o valor real de Erasmo Carlos, provavelmente por minha alienação a Roberto Carlos me impedir de ver além. Mas graças ao Almanaque da Jovem Guarda isso mudou. Criei vergonha pra conhecer mais das bandas jovenguardianas e conclui, cá com os meus botões, que Roberto não seria nada sem Erasmo, já que os sucessos iniciais dele como >O calhambeque foram versões "traduzidas" pelo Tremendão. Traduzidas, entre aspas, porque Erasmo admite que não sabia e até hoje não sabe uma palavra em inglês.
Mas a questão é que hoje Erasmo Esteves faz 70 anos de idade sendo que grande parte desses anos foi dedicado à música, dos primeiros acordes ensinados por Tim Maia, com quem compartilhou a infância na Tijuca, até os dias de hoje. Tantas são as histórias que valem a ser comentadas sobre essa figura, que, mais válido que eu tentar escolher uma e escrevê-la aqui, é meu conselho: leiam Minha fama de mau por inúmeros motivos que não vou listar, satisfaçam-se com um "vale a pena".
Então, se não estou aqui para debater a biografia do gigante da Jovem Guarda, que farei eu? Ora, o mais difícil: tentar selecionar apenas cinco músicas para colocar aqui. Vamos lá.

Minha fama de mau (LP A pescaria - 1965)



(Uma versão do Acústicos & Valvulados que vale ser ouvida)

Festa de arromba (LP A pescaria - 1965)



Diz Erasmo no livro que muita gente reclamou da ausência de alguns artistas na letra, mas ele tem uma justificativa simples: quando ele compôs a música tais artistas não haviam surgido.

Você me acende (LP Você me acende com participação de The Fevers - 1966)



A carta (LP Você me acende com participação de The Fevers - 1966)



Aleluia, irmãos! Consegui achar a versão original, sem Renato Russo pra detonar. Danke schon, Gott! (E sim, tenho uma implicância braba com Renato Russo, mas não vou discutir isso, nem agora, nem depois, é inútil.) Ah, bem mais bonita essa versão, ou vai me dizer que não?

Putz, já foram quatro e eu só peguei de dois LPs. Triste, qual será a última?

Coqueiro verde (LP Erasmo Carlos - 1970)



Termino com uma das músicas que começou a era pós-Jovem Guarda. Essa música ele fez pra Narinha, sua esposa, de quem se divorciou anos mais tarde, mas que diz ser a única mulher que amou de verdade. Atualmente, Erasmo tem uma gravadora, com a qual lançou seu mais recente disco Rock'n'Roll (altamente recomendável por sinal - clique no link e ouça o disco no site), cujo nome é justamente Coqueiro Verde em alusão a esta canção.

E ficaram inúmeras que gosto de fora, mas se não me limito a cinco esse post fica quilométrico, isso se um dia eu resolver finalizá-lo. Então, fica por ai minha lembrança aos 70 do Erasmo.

Ah, um último salve: Feliz aniversário também à Ternurinha/Wanderléa!

Um comentário:

Tiêgo R. Alencar disse...

Nunca fui muito de curtir Erasmo/Roberto Carlos, sabe, mas confesso que as letras das músicas são ótimas! Muito completo seu post, vou indicar pra uns amigos que curtem!

Um beijo ;*