domingo, 23 de outubro de 2011

O que é ser livre?

Saia da frente do computador e da televisão e vá curtir a vida. Não em botões de facebook, twitter ou qualquer outra coisa. Tenha coragem de se "desligar". Pegue um livro e vá estudar. A língua se corrompe e o capitalismo se expande em lógicas de "quem pode mais", como uma faca de dois gumes, como glória e costume. Levante-se e venha ver como a vida realmente é, de sol a sol, dia após dia, além de sua LCD.
Esqueça a tecnologia, volte ao "tempo da pedra". Ande até a esquina e aproveite o passeio. Use os livros como janelas para o mundo. Redescubra aquele jogo de tabuleiro esquecido no armário. Aproveite o domingo para almoçar com a família e os amigos e emende com um bom jogo de baralho ou um momento nostálgico, lembrando e ouvindo histórias passadas.
É engraçada a maneira que você diz que se tornou ocupado, o simples fato de que “não tem tempo para nada”. Abra os olhos! Você está ficando velho, seus dedos se atrofiam, as costas doem e seus filhos se perdem cada vez mais. Em que lugar esta a felicidade? No relógio ou na liberdade?
Você se prende aos ponteiros do relógio por quê? Tanto apego ao tempo te tira o tempo de ser feliz. Liberte-se da mania de controlar tudo e a todos. Não seja um estorvo na vida de quem lhe cerca. Perceba que o mundo com o qual você sonha não existe, que seus filhos não são você, que as pessoas não pensam igual a você. Aprenda a aceitar os outros como são, as coisas como acontecem e pare de resmungar. Dê espaço e chance a você mesmo para ser livre.
Porque eu vejo sonhos, alegria e dor se reproduzindo, trabalhando cada vez mais para a manutenção deste cenário, mas e daí, o que importa? Para onde irá tudo isto, qual é o limite, o sentido, a culpa? Você teve a ousadia de por seus planos em prática? Pois, a vida lhe cobra. Ah sim! Como ela cobra.
Arrisque. Não se prenda a idéias que não tem coragem de realizar. Liberte-se da prisão que você mesmo construiu. Liberdade não é isso. Esqueça conceitos e dê-se o direito de não se encaixar, de não planejar. Faça, seja, viva.

(Ana Seerig e Allyne Araújo)
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Depois de semanas de enrolação, uma ideia da Allyne e uma semana de troca de e-mails, finalmente uma nova parceria com a minha caríssima tocantinense. Enquanto ainda não organizo todas as belas coleções desse blog, eis o link da minha primeira parceria com ela. E até à vista, povo!

8 comentários:

Tita disse...

Só uma palavrinha: perfeito!

VaneZa disse...

Acho que a pior prisão é realmente aquela que a gente mesmo constrói, e, PASMEM!, é a mais difícil de nos libertarmos. Bom... pelo menos pra mim é. Texto perfeito!

BeijoZzz

Luna Sanchez disse...

Poxa, gurias, senti um puxão de orelhas aqui...Mimimi.

Rs

Mas é verdade : passo tantas horas em frente ao PC e ao note, trabalhando e blogando, tweetando, que quando tenho dias como ontem, quase que totalmente offline, com a família, rindo e me empanturrando de sagu, quase nem me reconheço.

Credo, que medo!

Beijos pras duas queridas.

Allyne Araújo disse...

Falando sério, este texto foi uma dos mais complicados. Tanto pelo fato de surgir do nada, como pela troca de e-mails. O bom, foi que a ideia e a essência permaneceram,e é o que dar a este texto um estilo todo diferenciado. Porque é como disse outra pessoa em um outro comentário.. Se eu não tivesse participado desta construção, com toda certeza diria: é coisa de uma mente só! Parabéns pra nós Nana!Quando vem a terceiro?

bjos e se cuida!

Dama de Cinzas disse...

Belo texto! Sou a favor de largar a net um pouco e viver a vida real.

Beijocas

Christian V. Louis disse...

Eu sou uma pessoa que mesmo que não pareça, não se prende tanto a internet. Quem vê minhas postagens pode pensar que estou o tempo todo, mas não, é minha hiperatividade. Estou lá e cá o tempo todo, portanto, eu vivo os dois pólos, real e virtual simultaneamente. Contanto, nunca permito que o virtual sobreponha-se a minha vida de verdade. Conheço pessoas que preferem relacionamentos virtuais ao real, que recusam o convite de um passeio ao domingo para ficar preso a um monitor. Isto a mim não me compete.
Outro trecho que me chamou a atenção e identifiquei-me foi realmente o das pessoas que gostam (e como gostam!) de reclamar da vida. Resmungam e reclamam o tempo todo e se tornam vítimas de si mesmas e acabam por tornar a convivência com os demais insuportáveis, o que é uma ótima desculpa para uma nova reclamação, a da solidão e mimimi.
Tal como vocês, tanmbém adoro escrever textos em coletivo. Este está excelente. Parabéns as duas.

Christian V. Louis disse...

E sigo, em um lugar que está a tornar-se tão vazio quanto a blogosfera, é sempre bom algo a mais para ler. ;)

Ana Carolina Lima Da Rosa disse...

lindo texto.
É preciso aproveitar mais a vida, se desligar do mundo virtual.
Curtir um sol,um passeio, um livro, estudos até mesmo.
Mas se desligar do mundo virtual e ir aproveitar a vida, viver,curtir,dançar,se divertir.
Afinal depois passa e o que você fez perdeu sua vida, suas tardes nas telas do computador.