Dentre as grandes aventuras diárias da vida, uma das mais preocupantes, sem dúvida, é buscar por um lugar. Estar numa cidade nova e encontrar um lugar específico é, sem dúvida, algo que necessita de coragem ou, ao menos, uma língua disposta a pedir informações (coisa que nem todos têm, o que torna a coragem extremamente necessária). Ah, sim, e é preciso sorte também, coisa que faltou a heroína dessa fabulosa e real história que venho aqui contar.
Nova na cidade, nova na universidade, segundo dia de aula. Onde seria o bloco T? Era necessário saber, já que sua aula seria lá. Como sempre acreditou que quiosque de informações existem por alguma razão, nossa loira e encantadora personagem para lá se dirigiu na busca de comandos para alcançar o seu destino.
- Sai daqui e segue reto à esquerda.
Resposta simples da atendente. É, talvez no quiosque de informações as pessoas não estivessem tão informadas quanto ao seu papel ali. Não sabiam o que ela imaginava saber e ser certo: Pessoas do quiosque de informações devem sorrir, estar disponíveis e não deixar que aqueles que os questionem saiam de sua presença com alguma dúvida. Ao menos a moça que a atendeu não pareceu ligar para sua cara de dúvida ao ouvir tão simples resposta.
Como a personagem dessa história é muito simpática e não teme fazer perguntas, não se preocupou. Saiu do tão encantador e pouco eficiente quiosque de informações e seguiu pela direção indicada.
Andou.
Passou por uma cascata artificial ou fosse lá o que fosse.
Andou.
Um gigantesco estacionamento.
Andou.
O teatro, ao qual, supunha, pertencesse o estacionamento.
Andou.
Andou.
Nada de bloco T.
Uma senhora vinha no sentido contrário.
- Licença - nossa adorável personagem disse -, a senhora poderia me informar onde fica o bloco T?
- Ah, desculpa, querida, não posso. É a primeira vez que venho aqui.
Mas, como toda boa heroína de aventuras, a nossa não se acovardou e seguiu adiante.
Dinossauros: Museu de Ciências Naturais.
Aquário.
Opa, uma moça pelo caminho!
- Com licença - disse nossa encantadora personagem -, tu...
Foi interrompida.
- I don't speak portuguese.
É, a sorte não estava com ela. Mas isso não a desanimou! Usou de sua astúcia e formulou, às pressas, a pergunta em inglês.
- Know you where is block T?
- Sorry, I don't know.
Um sorriso de agradecimento e sigamos. Uma curva e, logo após, mais um vivente:
- Com licença...
Não se preocupou em terminar de falar, ao abrir a boca, aquele a quem questionou fez gestos mirabolantes e então ela entendeu: um surdo-mudo.
Sorte, sorte, onde estais tu?
Continuou a andar. O que mais poderia fazer.
Ah! Uma porta!
Sem perder tempo, nossa heroína entrou com emoção, quem sabe ali alguém pudesse lhe informar.
- Com licença - pediu à moça atrás do balcão -, tu poderias me dizer onde fica o bloco T?
Sem saber da aventura passada por aquela que a questionava, sem saber de quão aflita estava, a moça disse, por trás do balcão, sem mostrar emoção com a pergunta e, ao que pareceu à esperançosa heroína desta história, um tanto seca:
- É aqui do lado.
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Baseada na emocionante aventura vivida e narrada a mim por Daniela Vidor (e romanceado e publicado com a devida autorização dela).
Local de tal aventura: UCS.
7 leram e comentaram:
Super me identifico.
Até hoje me perco no Iguatemi, Ana. Levo mais tempo tentando chegar ao estacionamento do que comprando.
Sou dessas tontas.
:p
Beijos.
Xô te contar... meu primeiro dia da faculdade foi a mesma coisa. Eu tinha a primeira aula às 7:00 h e só achei a faculdade às 10:00. Como a Universidade que eu estudei tem vários núcleos em bairros diferentes, eu fui parar no bairro errado, rodei e rodei até um professor meu da escola aparecer por lá e me dizer que meu curso ficava na outra sede, em outro bairro, a um hora de distância dali. (É 'A uma hora' ou 'HÁ uma hora'? Vou deixar com A mesmo)
BeijoZzz
Eu já disse no meu blog que morro de medo de me perder em lugares que não conheço. Mas não é um medo simples, é uma fobia que quase me paralisa, que me faz ter pesadelos com isso e que me prejudica na hora de fazer qualquer viagem. Sempre tenho que lutar contra isso. Não sei o porquê dessa fobia mas sei que ela é bem real.
Já a personagem dessa história narrada, não teve muita sorte com as pessoas que encontrou pelo caminho...
Beijocas
haha isso acontece mesmo, é mais comum do que pensamos. Comigo acontece sempre no centro da cidade, e nesses shopping e faculdades que mais parecem uma cidade a parte, hahahaa
mulheres, sempre perdidas *--* hahaha. Amo-as =D
Há pessoas que possuem uma facilidade inimáginável de se perderem, minha irmã é uma destas, quando saímos só me falta carregá-la pela mão feito criança para que não se perca (um detalhe que deve ser enfatizado: ela tem 15 anos!), pois a criatura se perde no shopping, se perde dentro de qualquer lugar novo (ou não). Ahah, este post me fez lembrar imenso das peripécias de minha irmã perdida.
Muito bom o conto Ana.
Eu não tenho essa facilidade de me perder, mas eu hein? que povo sem graça! no lugar dela eu ja tava chorando de tao absurdo que é essa falta de cooperação do povo.. Logo no primeiro dia! No meu minha tia que me levou. detalhe: a gente estudava na mesma faculdade e as salas eram do lado uma da outra. bjooooo
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