terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Os três mosqueteiros

‎"-E a Bastilha? - perguntou Aramis.
- Ora! Vós me tirareis de lá! - respondeu d'Artagnan.
- Sem dúvida - concordaram Aramis e Porthos, com admirável desassombro e como se fosse a coisa mais simples do mundo. - Sem dúvida que te haveremos de tirar(...)."
(Os três mosqueteiros - Capítulo XXIX - Visão)


A chegada de d'Artagnan a Paris com o cômico cavalo amarelo dado por seu pai é descrita por Dumas com uma beleza ímpar, descrevendo como o jovem reprimia risadas alheias com seus "olhos mais ferozes do que altivos" e retomando a despedida deste dos pais. O Sr. d'Artagnan pai lhe deu três humildes presentes, além da carta de recomendação ao Sr. de Tréville, capitão dos mosqueteiros: o cavalo amarelo, 15 escudos e seus conselhos, dos quais destaco as belas palavras seguintes: "És jovem e deves ser bravo por duas razões: a primeira, porque és gascão, e a segunda, porque és meu filho. Não temas ocasiões e busca aventuras. Eu te ensinei a manejar a espada; tens pernas de ferro e punhos de aço, bate-te a propósito de tudo: bate-te principalmente porque os duelos são proibidos, e que, por consequência, o bater-se exige dupla coragem". Da mãe, que muito chorava por despedir-se de seu filho único, recebeu como presente a receita de um bálsamo milagroso para cura de feridas.
D'Artagnan não demorou a mostrar a coragem recomendada pelo pai e natural dele, além de demonstrar sua humilde origem e boa vontade na primeira oportunidade, tornando-se assim, facilmente admirável. Travar logo conhecimento com "os inseparáveis" Athos, Porthos e a Aramis talvez tenha sido a maior sorte do jovem, encontrando então amigos e companheiros de batalha incomparáveis com os quais divide momentos difíceis e de glória. O nome d'Artagnan logo se torna conhecido do rei Luís XIII e de seu ministro, Cardeal Richelieu, ou seja, é conhecido pelas três maiores figuras de Paris, segundo o Sr. d'Artagnan pai, já que seguido destes dois está o grande pai dos mosqueteiros, de Tréville. Sempre misturando personagens históricas a fictícias, Dumas tempera o livro com a personalidade indomável e diabólica de Milady Clarick, cunhada do Lord de Winter, criatura boníssima; o belo e poderoso ministro inglês, Georges Villiers, Duque de Buckingham, e seu amor pela rainha da França, Ana d'Aústria; o casal Bonacieux, formado por um merceeiro avarento e por uma jovem encantadora; além de outras tantas figuras que passam despercebidas ou preferem se manter escondidas.
Com um dom natural para a narração, Dumas usa do humor, da simpatia, dos fatos históricos, do talento para definir personalidades e de belas palavras para nos transmitir de maneira leve e interessantíssima aquela que se tornou uma das mais clássicas histórias da literatura mundial. Eu, de minha parte, jamais me canso de cada palavra escrita e, por vezes, me pego reagindo a elas, seja com um sorriso ou a ansiedade pelo que vem a seguir. De minha parte, tornaria obrigatória a leitura desse livro, porque ele me tem um encanto que parece infinito, mas o máximo que posso fazer é sair distribuindo por aí exemplares, o que, infelizmente, está fora de minhas condições financeiras.



MAS...

Mas eu não pude resistir a dar ao menos um exemplar de Dumas nesse mês dedicado a ele. Depois de muita cata na Estante Virtual, encontrei um exemplar novo em folha da edição de 1971 de "Os três mosqueteiros", que faz parte da coleção "Os imortais da literatura universal" da editora Abril, igualzinho o que eu tenho e pelo qual sou apaixonada. Como é só um, tenho que sortear. Qualquer pessoa que comentar nesse post participará automaticamente, sem exigências de seguir blog ou twitter, ou sem que tenha que sair divulgando por aí, minha intenção é pura e simplesmente presentear os caros seres que se perdem nesse beco obscuro da blogosfera (por trás disso, a intenção é começar a dominação mental universal tendo Dumas por base). A única coisa que peço é que, se tu for novo por aqui e não tiver contato comigo via twitter ou facebook, ou deixe o e-mail no comentário, ou me adicione num dos dois - se identificado, de preferência, para, caso tu ganhe, eu tenha como entrar em contato contigo. Serão válidos comentários feitos até dia 20/12 às 18h30 e o resultado sai dia 21.
Bem, boa sorte!

9 comentários:

Pandora disse...

Aaaaaaaaaaaaaaaaahhh Esse eu queria ganhar duplamente!!! Que lindooo o livro, quanto mais vc fala mais eu quero ler e conhecer de perto esses rapazes que enchem teus sonhos dona Ana!!!

Family More disse...

Queremos muitooo! Alias necessitamos desse livro na nossa humilde coleção!

Erica Ferro disse...

Ótima resenha, Seerig!
Teu exemplar d'Os Três Mosqueteiros é LINDO!
Como você sabe, eu tenho um exemplar da editora Martin Claret, mas, CAAAARAMBA, eu não vou resistir: vou participar desse seu sorteio. Uma edição de 1971 é imperdível! Essas edições antigas são verdadeiros tesouros, verdadeiras relíquias! Eu quero MUITO.

:D

Otávio Machado disse...

OMG *-* Eu quero

Yasmim Lopes disse...

morri lentamente. Então, dona Ana, avaliarei o filme depois de ler a obra, se a sorte assim me permitir, ok?

VaneZa disse...

Acho que a parte mais intrigante é essa mistura com personagens reais... a gente acaba ficando meio doido... chega a pensar se tudo no fim não foi verdade.

Ah! Tenho dó do guri que comentou que tem uma edição da Martin Claret, ninguém merece.

BeijoZzz

Já tô participando, né? Tá tudo ok, né?

Luna Sanchez disse...

Estou seduzida.

^.^

Palavras Vagabundas disse...

Ana, gosto muito dos Três Mosqueteiros, também já fiz uma resenha sobre eles,rs O melhor em ter o livro (tenho duas edições uma igual a sua e uma anterior) e poder ler todas as vezes que queremos.
Boa sorte aos participantes.
bjs
Jussara

Érica disse...

Adorei a resenha. Essa clássico devia ser instituido como livro base em colégios do Brasil, junto com outros muito conhecidos por nós, para estimular a leitura entre as crianças.
Iria adorar ter esse livro maravilhoso comigo! *-*
Beijos!

ericasantana00@gmail.com